Phoenix Wright: Uma pérola oriental desconhecida no Brasil

Uma franquia que foge totalmente dos padrões (ocidentais) mas que, pela excelência de sua obra, merece ser, ao menos, conhecida.

Grande parte das pessoas, quando querem jogar alguma coisa, preferem um jogo que as faça relaxar ou esquecer dos problemas que enfrentam em seu cotidiano. Para isso, elas escolhem jogar algo mais casual ou que não exija tanto do raciocínio do jogador. Bons exemplos disso são os jogos Mario, Fifa/Pes e os FPS. Em contrapartida, há aquelas pessoas que buscam um jogo para mergulhar por completo em seu enredo, afeiçoar-se pelos seus personagens, nutrir ódio pelo vilão e fazer o que for necessário para que se chegue ao tão esperado “final feliz”. Um gênero que satisfaz com louvor esses desejos é o RPG, mas existe um porém. Um RPG que se preze demanda tempo e a maioria das pessoas, infelizmente, não tem o tempo necessário para realmente se envolver na trama do jogo. Sendo assim, o que uma pessoa com pouco tempo livre e com anseio por um jogo com uma história bem elaborada deve procurar? Acredito que eu tenho a resposta para essa pergunta, e ela se chama: Phoenix Wright.

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Phoenix Wright é o nome de uma franquia de enorme sucesso no Japão mas que, por algum motivo (não vou me ater a esse motivo pois não é o objetivo do post), não caiu nas graças do público brasileiro. Em qualquer um dos jogos da franquia (atualmente cinco), você será um advogado que tem por objetivo conseguir um veredito de “inocente” para os seus clientes, acusados injustamente (salvo uma exceção), baseado no sistema legal japonês. Para tanto, você terá que investigar as cenas do crime, coletar provas, conversar com testemunhas e, no julgamento, expor as contradições nos depoimentos dessas mesmas testemunhas. Todos os jogos são puramente textuais, ou seja, não espere muita ação ou o frenesi tão recorrente dos jogos atuais. Eles serão calmos e apresentarão apenas textos. Não são reflexos que eles exigem do jogador. Eles exigem raciocínio.

Os três primeiros jogos saíram originalmente para GBA mas, devido ao sucesso estrondoso no oriente, foram relançados para Nintendo DS; o quarto jogo também saiu para DS e o quinto para Nintendo 3DS, fora os vários jogos spin-off;  e esse é um dos pontos que eu quero ressaltar.

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É fácil jogar Phoenix Wright. Você pode sentar confortavelmente, pegar a stylus e passar o dia inteiro tranquilamente resolvendo os envolventes e, muitas vezes, surpreendentes casos que os jogos não cansam o jogador, pois o que você fará na maior parte do tempo é apertar o botão para passar as linhas de diálogo. Quem sabe você já está preso em algum depoimento por horas e horas sem conseguir identificar a contradição e, algum tempo depois, seja no banho ou na cama antes de dormir, o estalo vem e tudo se encaixa perfeitamente na sua mente. A qualquer momento, seja em uma fila gigantesca ou seja esperando algum compromisso, você pode puxar o videogame, seja um dos portáteis da Nintendo ou até mesmo um celular com o emulador do DS (o que é o meu caso), e voltar ao embate que você travava com o promotor para salvar o seu cliente. Isso me leva a outro ponto da franquia: seus personagens.

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Basta uma pesquisada nas imagens de qualquer um dos jogos que você perceberá que os personagens são um tanto cartunescos e totalmente inspirados nos animes. Essa característica ajuda a traçar a personalidade e dá um carisma incrível a cada um deles. Onde mais você veria um advogado de cabelo espetado enfrentando uma promotora que o chicoteia e ataca até o Juíz? Ou um promotor viciado em café com uma máscara a la Ciclope dos X-Men?

Esses visuais, de certa forma “descontraídos”, também ajudam a moldar o tom da franquia. Apesar de se tratar de crimes pesados como assassinato, em nenhum momento o jogo assume um estilo “dark” ou macabro. Os diálogos sérios e trocas de farpas entre a defesa e o promotor casam perfeitamente com as tiradas do Juiz e o alívio cômico da personagem auxiliar do advogado em questão (dependendo do jogo).

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Por último, mas não menos importante, venho ressaltar que: Phoenix Wright não vai agradar todo mundo. Ao contrário, é provável que pouca gente se adapte ao seu estilo parado e muitas pessoas podem (e vão) considerá-lo chato. É o tipo de jogo que ou você ama ou você odeia. De qual lado você está? Vale lembrar que os jogos são totalmente em inglês, o que faz o domínio do idioma ser extremamente importante para poder aproveitar ao máximo.

Se esta análise despertou a sua curiosidade e você deseja começar sua carreira nos tribunais, Phoenix Wright é uma franquia extremamente linear, então você deve começar pelo primeiro jogo, intitulado “Phoenix Wright: Ace Attorney”.

Gostou da análise? Ela foi útil, te deixou com vontade de ser um advogado, quem sabe pela primeira vez na vida? Faltou mencionar alguma coisa? Deixe seu comentário e ajude-nos a melhorar! ^^

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